CARTA ABERTA A DOM DEMÉTRIO

Querido dom Demétrio
Quero publicamente agradecer-lhe as suas palavras esclarecedoras sobre a manipulação da religião católica no final da campanha eleitoral pela difusão  de uma mensagem dos três bispos da comissão representativa do regional Sul I da CNBB condenando a candidata do atual governo e proibindo que os católicos votem nela. Graças ao senhor, sabemos que essa divulgação do documento da diretoria de Sul 1 não foi expressão da vontade da CNBB, mas contraria a decisão tomada pela CNBB na sua ultima assembléia geral, já que esta tinha decidido que os bispos não iam intervir nas eleições. Sabemos agora que o documento dos bispos da diretoria do regional Sul 1 foi divulgado no final de agosto, e durante quase um mês permaneceu ignorado pela imensa maioria do povo brasileiro. 

15 de setembro- Memória de Nossa Senhora das Dores

Trata-se de uma devoção muito antiga, na qual Nossa Senhora é venerada enquanto tendo sido traspassada, no alto do Calvário, por uma espada de dor, à vista da Paixão e Morte de seu Divino Filho. Ela Se uniu homogeneamente ao sacrifício do Redentor, pelo que mereceu ser chamada por muitos santos e teólogos Corredentora do gênero humano.

O sinal da cruz

 Por D. Demétrio Valentini
O dia 14 de setembro é dedicado à memória da cruz. É o dia da "exaltação da santa cruz", como diz a expressão antiga da liturgia. No contexto da história dos primeiros tempos da fé cristã, o fato assinala, com muita evidência, a grande mudança acontecida no império romano. A cruz era sinal de ignomínia, a tal ponto que era proibido aplicar o suplício da cruz a um cidadão romano. Com a chegada da fé cristã, com a difusão da boa nova de nossa redenção realizada por Cristo, a cruz passou a ter outro significado, bem diferente do anterior. Mesmo ligada ao sofrimento, a cruz passou a lembrar muito mais a força surpreendente, que é capaz de transformar a cruz em sinal de amor, como fez o Cristo. 

Mês da Bíblia será celebrado com estudo do Livro de Jonas

Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo Papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais. O mês de setembro se tornou o mês referência para o estudo, a vivência e o testemunho da Palavra de Deus. Tornando-se o Mês da Bíblia. 

Este ano, 2010, será o 39º ano que a Igreja celebra o Mês da Bíblia. A celebração surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), e logo em seguida, a proposta foi lançada e aceita por toda a Igreja no Brasil. 

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional (GREBIN), dando continuidade à 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2008), propôs para o Mês da Bíblia deste ano o estudo do livro de Jonas, com destaque para a evangelização e a missão na cidade.

PÁTRIA E PLEBISCITO


Está marcado para a Semana da Pátria um plebiscito, sobre o limite da propriedade rural no Brasil. 

A própria iniciativa levanta uma porção de perguntas. Isto é bom sinal. Pois a intenção é suscitar um questionamento, em torno de um assunto de indiscutível importância, como é a questão da terra no Brasil. O ponto de partida para um país elaborar sua identidade é a sua terra. Sem terra não há país. Disciplinar o uso da terra é uma tarefa patriótica de primeira grandeza! A questão da terra tem tudo a ver com a soberania nacional, e com destinação primordial da terra, que é a de produzir alimentos para a humanidade.

Equipe Executiva do 3º Congresso Vocacional define programação completa do evento


A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, por meio da Pastoral Vocacional, realizará o 3º Congresso Vocacional do Brasil, de 3 a 7 de setembro, na cidade de Indaiatuba (SP). Os últimos preparativos para o Congresso foram definidos ontem, 23, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). Durante todo o dia, a Equipe Executiva do Congresso ficou reunida debatendo os últimos detalhes do evento.

Papa lembra o "inestimável dom" de Madre Teresa


O papa Bento XVI lembrou, na quinta-feira, 26,  a "inestimável dádiva" que a madre Teresa de Calcutá foi para a Igreja e para o mundo. Se estivesse viva, a freira completaria 100 anos.
O Vaticano divulgou uma carta, em que Bento XVI enviou a Mary Prema, a superiora geral das Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa. O texto foi lido durante a missa realizada pelo arcebispo de Calcutá, Lucas Sirkar, na sede da congregação. Na carta o papa também convida às missionárias a continuarem o trabalho da freira albanesa "junto aos mais pobres dos pobres, aos doentes e às pessoas sós e abandonadas".
Para o pontífice, Madre Teresa "foi para o mundo o exemplo das palavras de São João: Amados, se Deus nos amou assim, nós devemos também amar-nos uns a outros. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e seu amor se aperfeiçoa em nós".

Cristo modelo de humildade e de gratuidade

papa Bento XVI fez um convite aos fiéis presentes durante o habitual encontro para a oração mariana do Angelus, no domingo (29), para que olhem para Cristo como um modelo de humildade e de gratuidade.
 Bento XVI comentou as passagens evangélicas e a parábola na qual Jesus afirma que quando você for convidado para uma festa de matrimônio, não se coloque no primeiro lugar, porque talvez exista um convidado mais digno do que você, e aquele que o convidou pedirá para que você dê o seu lugar.
 O pontífice disse aos peregrinos reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo que o último lugar de fato, representar a condição da humanidade degradada pelo pecado, condição da qual só a encarnação do Filho Único pode reerguê-la.

PALAVRA DO ARCEBISPO - RIBEIRÃO PRETO

Jales cinquentenária
Neste domingo, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a Diocese de Jales comemora o seu jubileu de ouro. As comemorações começam com a inauguração das modernas instalações da Cúria Diocesana. Na parte da tarde, acontece a Romaria Diocesana que culmina com a concelebração em ação de graças pelos 50 anos desta Igreja Particular.
 A diocese, desmembrada de Ribeirão Preto, foi criada pelo papa João XXII em 12 de dezembro de 1959 e instalada em 15 de agosto de 1960, no recém fundado município de Jales (18 anos).
 Ainda como seminarista e depois como diácono, tive a oportunidade de exercer atividades pastorais em algumas cidades da Diocese de Jales, sobretudo na Semana Santa.
 Neste domingo, estarei em Jales com os bispos da Província Eclesiástica de Ribeirão Preto, participando da concelebração eucarística ao lado de Dom Luiz Demétrio Valentini – terceiro bispo diocesano.
 A Arquidiocese de Ribeirão Preto se alegra com tão auspicioso acontecimento. Saúda Dom Demétrio e todo o povo santo de Deus daquela querida diocese. 
 
+ Joviano de Lima Júnior, SSS
Arcebispo de Ribeirão Preto

“Discípulos missionários a serviço das vocações” é tema do 3º Congresso Vocacional do Brasil



A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, por meio da Pastoral Vocacional, realizará o 3º Congresso Vocacional do Brasil, de 03 a 07 de setembro, na cidade de Indaiatuba (SP). Segundo os organizadores, o evento propõe-se a celebrar a caminhada do serviço de animação vocacional, a aprofundar a teologia das vocações na perspectiva do discipulado e da missionariedade, a consolidar a identidade do animador e do serviço de animação vocacional, e a oferecer pistas de ação para o trabalho vocacional.
O 3º Congresso vai permitir uma participação diversificada e qualificada de animadores vocacionais, nas suas diversas fases. “O simples fato de estar juntos e se encontrar, de refletir e partilhar as próprias práticas, de celebrar e propor metas e diretrizes favorecem uma convergência nas prioridades e nas ações, nos princípios e valores, garantindo a unidade no caminho e a riqueza das vocações para a vida e a missão da Igreja no mundo”, destacou o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Reginaldo de Lima.

26ª. Romaria Diocesana de Jales "Com Maria, celebramos nossa história"



No próximo dia 15 de agosto, estaremos realizando a 26ª. Romaria Diocesana. Desta vez a romaria reencontra sua finalidade primordial, de celebrar a história e a vida da diocese, recordando sua caminhada e invocando a bênção de Deus para continuar sua missão. 

Neste domingo, que coincide com o aniversário da Diocese, estaremos celebrando seu jubileu de ouro, recordando a instalação da Diocese há 50 anos, no dia 15 de agosto, festa de Nossa Senhora da Assunção. 

Desta vez contaremos com a presença dos bispos da Província, que decidiram fazer sua reunião em nossa diocese, para participar da celebração do seu jubileu de ouro. 

Na celebração que faremos na Praça da Catedral, cada comunidade terá a sua representação simbolizada pelas bandeiras dos municípios, que serão apresentadas no palco, no final da encenação, que vai simbolizar o surgimento da Igreja a partir da ressurreição de Cristo, simbolizada na bonita história da comunidade de Antioquia. 

DIOCESE DE CÚRIA NOVA


Por D. Demétrio Valentini

Está pronta a nova Cúria da Diocese de Jales. Ficará como um dos marcos do jubileu de 50 anos. Com traçado arquitetônico muito bonito, resultou um edifício que terá presença marcante na cidade, por seu visual externo e pela funcionalidade dos seus espaços.
O projeto esteve a cargo do arquiteto Oswaldo Polizio Júnior e do engenheiro Paulo Cezar Silva, sob a orientação do bispo diocesano. Sua execução foi acompanhada de perto pela administração diocesana, sob os cuidados do mestre de obras Claudenir Secchi, o "sarrafo".
A construção de uma nova cúria era sonho cultivado há anos. Foi pensada para durar muito tempo. Se o primeiro edifício serviu por 50 anos, este poderá durar 500. O prédio antigo não será demolido, pois ficará como sede do museu histórico que a Diocese pensa organizar.

MENSAGEM CONCLUSIVA DO 1º CONGRESSO DE SEMINARISTAS

Cidade do Vaticano, 11 jul (RV) - Segue na íntegra a mensagem dos participantes 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas
Brasília, 10 de julho de 2010



Aos Senhores bispos, formadores e amigos seminaristas,

Entre os dias 04 e 10 de julho, nós, cerca de 150 seminaristas, 10 formadores e alguns bispos dos diversos regionais do Brasil, estivemos reunidos em Brasília participando do Iº Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, com o objetivo de ajudar-nos a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral.
Gostaríamos de transmitir a todos quão rica foi a experiência deste Congresso e a grande festa da alegria e da unidade celebrada aqui na capital do nosso país em favor da missão.

VOLTA À REALIDADE

A proposta de retornar à realidade é sempre indispensável, quando nos envolvemos com o esporte. Por mais que nos identifiquemos com o objetivo de vencer, chega a hora de constatar que o esporte nos coloca no mundo da ficção, e que a verdadeira batalha é aquela que travamos no dia a dia de nossos compromissos, onde os escalados para atuar somos nós.

Pe. Claudemir fala sobre a Pastoral Vocacional na Diocese de Jales.


            Na década 1950, mais precisamente no dia 12 de dezembro de 1959, foi criada a nossa diocese de Jales. Antes de sua criação, nossa região pertencia a diocese de São José do Rio Preto, onde também funcionava o Seminário Maior, onde estudavam os seminaristas da região. A partir de 1962, os seminaristas menores de nossa diocese foram estudar em Brodoswki, no seminário provincial, e os que estavam na filosofia e teologia estudavam em São Paulo, no Seminário do Ipiranga.
            Nessa época a animação vocacional de nossa diocese era feita pelos padres religiosos que durante longos anos trabalhou uma pastoral vocacional baseada no recrutamento de crianças e adolescentes para o seminário, principalmente pelas congregações religiosas que aqui estavam desde a criação da diocese, assuncionistas, franciscanos, espiritanos e outros, sendo que nosso primeiro bispo Dom Arthur também era religioso.

Pesar do Papa pela tragédia das enchentes no nordeste brasileiro

BRASÍLIA, segunda-feira, 28 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI expressou sua proximidade às populações do nordeste brasileiro atingidas pelas fortes chuvas e enchentes da semana passada, em que 53 pessoas morreram.
Na quinta-feira, o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, enviou em nome do Papa um telegrama de solidariedade ao bispo da diocese de Palmares (Pernambuco), Dom Genival Saraiva de França.

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, nesse dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 

SANTO ANTONIO

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. 

INTERVALO DE JOGO


O intervalo não muda o placar do jogo, todos o sabemos. Mas muitas vezes é no intervalo que se pode mudar o rumo da partida, por alterações na estratégia coletiva, e até por mudanças na escalação dos atletas.

Nasceu São João Batista

Normalmente a festa de um Santo é fixada no dia de sua morte, que é o dia de seu nascimento para a vida eterna. São João Batista é uma exceção, pois tem duas festas: seu nascimento, em 24 de junho, e sua morte, em 29 de agosto.Por quê?

Me pusestes uma brasa no peito e uma flecha na alma





Acredito que a vocação é um sentimento. Um sentimento que vai se construindo aos poucos, no dia-a-dia. A minha surgiu dos terços que minha mãe rezava com minha tia nas casas que as convidavam. Minha mãe era mais uma daquelas que chamamos de “rezadeira de terço”. Esses terços, de alguma forma cultivavam em mim uma devoção firme na fé que a Igreja pregava isso quando tinha meus 6 ou 7 anos.

A vocação, o chamado amoroso de Deus.


“não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” Jo 15,16



É o chamado de Deus que nos envolve, e que nos envia em missão, o amor de Deus que nos capacita, nos ajuda, e fundamenta a nossa vocação. O amor de Cristo manifestado na cruz, e na vida nova que ali brotou é a semente do chamado vocacional. Chamado a viver o amor a Deus e para com o irmão necessitado, a doar-se por inteiro ao amor de Deus, confiado a todos. 

“Desde o ventre da minha mãe já me conhecia”...


O chamado de Deus em minha vida aconteceu antes que eu nascesse, já dentro do ventre de minha mãe ele me escolheu para segui-lo. Esse chamado foi se desenvolvendo dentro da minha comunidade, na medida em que eu ia me envolvendo com os serviços e atividades dentro da Igreja.


Vários foram os motivadores da minha vocação, principalmente as irmãs dos Santos Anjos, que atuavam em Guzolândia e eram grandes promotoras vocacionais. Foi por meio delas que comecei a refletir minha vocação, participando dos encontros vocacionais, a nível diocesano.
Em 1994 comecei esse processo de discernimento vocacional, refletindo mais concretamente sobre a vocação sacerdotal, “ser Padre”. Foi um longo processo de reflexão ajudado e orientado por diversas pessoas que viam em mim um chamado todo especial, para vida sacerdotal.

A vocação é um chamado de Deus, uma resposta humana e uma relação de amor!


Se precisar definir vocação em uma palavra, não seria outra, senão mistério. Não podemos entender, de modo puramente humano, o sentido profundo do chamado de Deus, a coragem da resposta e a força para a missão. Somos chamados a viver a nossa vocação, mesmo não a entendendo completamente. Sabemos que Deus quis precisar de nós! Que Ele conta conosco! Que faz de nós, seus filhos e filhas, instrumentos de seu amor. 


“Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos!” Essa expressão ajuda-nos a compreender que Deus não abandona aqueles que escolheu, mas os enche de dons e carismas. Assim como fez com os profetas, com os Apóstolos, com os santos e santas ao longo da história, continua a fazer conosco hoje: nos dá a sua graça para que, com o nosso esforço, construamos o Seu Reino. 

Quando surgiu Corpus Christ

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124 pelo Bispo Albero. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses, em Fosses, e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que ela teve da Igreja, sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos, e a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja e mais tarde Papa Urbano IV.
O bispo ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, convocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Ao mesmo tempo, o Papa ordenou que um monge, de nome João, escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu esse costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.
Naquela época, o Papa Urbano IV tinha sua corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração da hóstia fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue, que empapou o corporal (pequeno pano onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa). A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conserva o corporal, em Orvieto, onde também se pode ver a pedra do altar de Bolsena, manchada de sangue.
O Santo Padre, movido pelo prodígio, e por petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula “Transiturus”, de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício nesse dia.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever um ofício – o texto da liturgia – a São Boa-ventura e também a Santo Tomás de Aquino. Quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis – por João XXII – e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: ACI Digital

Eucaristia, fonte de todas as vocações

A Eucaristia é o mistério de Cristo vivo e operante na história. Da Eucaristia Jesus continua a chamar ao seu seguimento e a oferecer a cada homem e mulher a “plenitude do tempo”.
A plenitude do tempo se identifica com o mistério da Encarnação do Verbo… e com o mistério da Redenção do mundo: no Filho, consubstancial ao Pai, e feito homem no seio da Virgem, tem início e se cumpre o “tempo” esperado, tempo de graça e de misericórdia, tempo de salvação e de reconciliação.
Cristo revela o desígnio de Deus a respeito de toda a criação e, de modo especial, a respeito do homem. Ele “revela plenamente o homem ao homem e lhe dá a conhecer a sua altíssima vocação” (Gaudium et Spes, 22), escondida no coração do Eterno. O mistério do Verbo encarnado será plenamente revelado somente quando todo homem e toda mulher forem realizados nele, filhos no Filho, membros do seu Corpo Místico que é a Igreja.
 “Quando estava à mesa juntamente com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e o serviu a eles. Então os olhos deles se abriram e o reconheceram. Mas ele desapareceu. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,30-32).
A Eucaristia constitui o momento culminante no qual Jesus, no seu Corpo doado e no seu Sangue derramado pela nossa salvação, desvela o mistério da sua identidade e indica o sentido da vocação de toda pessoa de fé. De fato, todo o significado da vida humana reside naquele Corpo e naquele Sangue, porque deles nos vieram a vida e a salvação. De qualquer modo, deve identificar-se com eles a existência mesma da pessoa, que se realiza na medida em que, por sua vez, sabe fazer-se dom para os outros.
Na Eucaristia, tudo isso é misteriosamente significado no sinal do pão e do vinho, memorial da Páscoa do Senhor: o fiel que se nutre daquele Corpo entregue e daquele Sangue derramado recebe a força de transformar-se também em dom. Como diz Santo Agostinho: “Sede aquilo que recebeis e recebei aquilo que sois” (Discurso 271 1: Nella Pentecoste).
No encontro com a Eucaristia, alguns descobrem que são chamados a se tornarem ministros do Altar, outros a contemplar a beleza e a profundidade desse mistério, outros a transbordar esse ímpeto de amor sobre os pobres e os fracos, e outros ainda, a captar, na realidade e nos gestos da vida de cada dia, o seu poder transformante. Na Eucaristia, todo fiel encontra não apenas a chave interpretativa da própria existência, mas a coragem de realizá-la a ponto de - na diversidade dos carismas e das vocações - construir o único Corpo de Cristo na história.
Na narrativa dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35), São Lucas faz entrever o que acontece na vida daquele que vive da Eucaristia. Quando, “ao partir o pão” por parte do “forasteiro” os olhos dos discípulos se abrem, eles reconhecem que o coração ardia-lhes no peito enquanto o escutavam explicar as Escrituras. Naquele coração que arde podemos ver a história e a descoberta de toda vocação, que não é comoção passageira, mas percepção sempre mais certa e forte de que a Eucaristia e a Páscoa do Filho serão cada vez mais a Eucaristia e a Páscoa dos seus discípulos.
O Senhor Jesus fincou a sua tenda no meio de nós, e dessa morada eucarística ele repete a cada homem e a cada mulher: “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos sob o jugo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).
Queridos jovens, ide ao encontro de Jesus Salvador! Amai-o e adorai-o na Eucaristia! Ele está presente na Santa Missa, que torna sacramentalmente presente o sacrifício da Cruz. Ele vem a nós na santa comunhão e permanece no tabernáculo das nossas igrejas, porque é nosso amigo, amigo de todos, especialmente de vós, jovens, tão precisados de confiança e de amor.
Depois de tanta violência e opressão, o mundo precisa de jovens capazes de “lançar pontes” para unir e reconciliar; depois da cultura do homem sem vocação temos urgência de homens e mulheres que acreditam na vida e sabem acolhê-la como chamado que vem do Alto, daquele Deus que chama porque ama; depois do clima de suspeita e de desconfiança, que corrompem os relacionamentos humanos, somente jovens corajosos, com mente e coração abertos a ideais elevados e generosos, poderão restituir beleza e verdade à vida e aos contatos humanos”.

Papa João Paulo II

Vocação - Chamado de Deus


Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta q responde.
A vida de todo ser humano é um dom de Deus."Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus"(Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.
Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.
Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.

Você é uma vocação. Você é um chamado.

Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:

  • Deus chama dlretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
  • a de Deus que chama
  • a do Homem que responde
Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra

VOCAÇÃO, entenda melhor.



Vocação à existência -À vida

Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10) 


Vocação humana - Ser gente, ser pessoa


Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana. 


Vocação cristã - Vocação de filho, de batizado


Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9) 

Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes: 


Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro - apóstolo)


l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31) 


Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)


É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11) 


Vocação à vida consagrada  (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)


O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.

Bento XVI saúda participantes do Congresso Eucarístico

Papa_BentoApós a oração Regina Coeli deste domingo, 9, o papa Bento XVI enviou uma saudação ao povo brasileiro pela realização do XVI Congresso Eucarístico Nacional, em Brasília (DF). “É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós”, disse o papa ao se referir ao lema do evento.O Congresso Eucarístico começa na quinta-feira, 13, após a Assembleia da CNBB que acontece na capital federal desde terça-feira, 4. O cardeal Cláudio Hummes é o enviado especial do papa para o Congresso.
Leia, abaixo, a saudação do papa ao povo brasileiro.

"Dirijo uma saudação especial ao povo brasileiro que vai se reunir na sua capital, Brasília, para celebrar o XVI Congresso Eucarístico Nacional, de quinta-feira a domingo próximos, com a presença do meu enviado especial, o Cardeal Dom Cláudio Hummes.
No lema do Congresso, aparecem as palavras dos discípulos de Emaús “Fica conosco, Senhor”, expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano. Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia.
É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós. A sua adoração leva-nos a reconhecer o primado de Deus, pois só Ele pode transformar o coração dos homens, levando-os à união com Cristo num só Corpo.
De fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado aos demais para assim poder construir uma sociedade mais justa.
Por fim, estando próximo o encerramento do Ano sacerdotal, convido todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística a exemplo do Santo Cura D’Ars que, buscando unir o seu sacrifício pessoal àquele de Cristo atualizado no Altar, exclamava: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».
E enquanto invoco, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as maiores graças do céu para que alimentados pela Eucaristia, pão da Unidade, se tornem verdadeiros Discípulos Missionários, a todos concedo benevolente Bênção Apostólica"

BRASIL CAPITAL BRASÍLIA

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Por D. Demétrio Valentini 07/05/2010


Espalhados pelos quatro cantos da cidade, com três viagens ao dia, nesta assembléia os bispos têm uma bela oportunidade de conhecer de perto esta cidade sui generis, que é Brasília, a capital do Brasil.Ainda mais os que precisam passar todos os dias em frente ao palácio do planalto, seguindo pela esplanada dos ministérios, até chegar às proximidades da bela igreja dedicada a São João Bosco, o santo que ainda no século passado teria sonhado com Brasília, ao menos assim dizem os salesianos, membros da congregação que ele fundou. Nunca um sonho rendeu tanto como este. Pois já nos inícios da construção da nova capital, todos necessitados das bênçãos de Deus e da proteção dos santos, os salesianos logo se fizeram presentes, e em homenagem ao seu fundador, apostaram de imediato na futura cidade, e assim garantiram espaços privilegiados para implantarem suas obras, traduzidas sobretudo em escolas, mas também em igrejas e santuários. Pois bem, um dos locais mais importantes desta assembléia é a belíssima igreja dedicada a São João Bosco, bem no centro de Brasília, onde por perto se encontra também a sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio, onde se realizam as sessões de trabalho e as refeições.O interessante é que em 1970 a CNBB também realizou sua assembléia em Brasília, para comemorar os dez anos da nova capital. De todos os bispos presentes naquela oportunidade, já não há mais nenhum na ativa. Só está presente D. José Maria Pires, carregando nas costas os seus noventa anos de vida. Daquela vez, a assembléia foi realizada no subsolo da atual igreja de Dom Bosco, que ainda estava sendo construída. E D. José Maria Pires recorda que o próprio Juscelino, que ainda estava vivo, fez questão de explicar aos bispos o traçado da cidade de Brasília. Foi lembrado outro dado pitoresco daquela assembléia de 1970. Era presidente da CNBB o Cardeal Dom Vicente Sherer, arcebispo de Porto Alegre. Pois bem, ele viajou de ônibus, de Porto Alegre a Brasília, para presidir a assembléia. O gesto impressionou a todos, e não deixou dúvidas sobre a personalidade de D. Vicente, simples e profundamente austero.Agora a cidade já tem ares de metrópole. Caminha para os três milhões de habitantes. Até o trânsito está ficando complicado, apesar dos generosos espaços previstos por Lúcio Costa. É um sonho que se concretizou. Muito mais de Juscelino, certamente, do que de Dom Bosco. Brasília está consolidada como a capital do Brasil. Até para facilitar os que precisam saber de cor as capitais dos países, como se fazia nos meus tempos de escola, quando não havia internet nem livros coloridos de geografia como existem hoje. Mesmo os mais esquecidos poderiam lembrar com facilidade: "Brasil capital Brasília". Quando na missa pela manhã foi lembrada a assembléia de 1970, e foi ponderado que dos participantes de então nenhum mais está na ativa, todos ficamos nos perguntando, mais ou menos assim: quando será que vai haver de novo uma assembléia em Brasília... Tão logo ninguém vai querer, não. Mesmo os que já se encontram perto da aposentadoria. Pois bem, desta vez a assembléia leva a marca de Brasília. Em sua homenagem acontecem a assembléia e o congresso eucarístico. Na mensagem sobre o momento político, que será divulgada, toda a perspectiva se situa a partir de Brasília. Os bispos fazem questão de ressaltar: "A própria realização de nossa Assembléia Geral em Brasília, no ano do jubileu de ouro da cidade e da Arquidiocese, quer expressar o apreço por tudo o que significou para a nação o ousado projeto da construção da Capital do País em pleno planalto central. Brasília mostrou que o Brasil é capaz de se projetar para o futuro com as dimensões de grandeza que seu território e seu povo sugerem". E acrescentam:"Mas o jubileu de ouro de Brasília precisa se transformar em oportunidade para que a Capital recupere o seu simbolismo original, e se torne de fato fonte de inspiração para os sonhos de um país justo, integrado, desenvolvido, ecologicamente sustentável e honesto, que todos queremos".

CNBB EM BRASÍLIA

Por D. Demétrio Valentini - 30/04/2010

Desta vez a assembleia anual da CNBB se realiza em Brasília. O costume era outro. Durante trinta anos, o mosteiro de Itaici acolheu as assembleias. A tal ponto que o bairro de Indaiatuba, que leva este nome, acabou ficando mais conhecido do que a própria cidade, cujo prefeito cada ano comparecia na abertura da assembleia, e pedia aos bispos que, por favor, se lembrassem que Itaici é um bairro de Indaiatuba, no Estado de S. Paulo. Desta vez a realização da assembleia em Brasília é uma clara deferência da CNBB para honrar a nova capital do país, que acaba de completar 50 anos de sua inauguração. No mesmo sentido, o 16º. Congresso Eucarístico Nacional, cuja data se emenda à da assembleia, reforça a homenagem que a Igreja quer prestar a Brasília. Na verdade, a intenção é mais ampla. Realizando neste ano na capital do país sua assembleia, e aí celebrando o Congresso Eucarístico, a Igreja quer ressaltar os muitos motivos que ela tem para sentir-se vinculada à história do país, com o qual se identifica de tantas maneiras. Como de costume, a pauta da assembleia é sempre muito carregada. Os assuntos vão sendo recolhidos ao longo do ano. E precisam receber o tratamento de acordo com sua importância. Por isto, engana-se quem pensa que a assembleia vai se limitar ao cardápio proporcionado pelos assuntos na ordem do dia da imprensa. Se necessário, estes também podem receber o tratamento adequado, sobretudo na análise de conjunta que a assembleia sempre faz. Mas não é a imprensa que pauta a assembleia. Ela não vai sacrificar suas prioridades para tratar, por exemplo, do assunto da pedofilia. Basta conferir seu tema central, e os temas que a assembleia caracteriza como prioritários, para dar-nos conta da intensidade dos trabalhos. O tema central tem uma formulação que talvez dificulte a percepção de sua abrangência por parte de quem não está acostumado aos últimos acontecimentos e às recentes orientações pastorais da Igreja: "Discípulos e servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo". Acontece que recentemente a Igreja fez um sínodo sobre a Palavra de Deus. A CNBB se mostra pronta a inserir as reflexões do Sínodo no cotidiano de sua vida. A referência aos "discípulos" e à "missão", é para dizer que a CNBB continua mantendo as duas dimensões fundamentais que a Conferência de Aparecia expressou em forma de "discípulos e missionários de Jesus Cristo". Esta a intenção do tema central.Como temas "prioritários": as Comunidades Eclesiais de Base, os cem anos do movimento ecumênico, a avaliação das Diretrizes Pastorais, a questão agrária neste início de século 21.Não podem faltar os diversos temas "estatutários", como o relatório da Presidência e das diversas Comissões Episcopais, através das quais se estrutura o trabalho da CNBB. Será proposta uma declaração sobre a situação política que o país vive neste ano. Portanto, um punhado de assuntos que exigem trabalho, que é realizado com sessões pela manhã, pela tarde e sempre que necessário à noite também. Com isto, a CNBB acaba fazendo, sem o dizer explicitamente, um sério questionamento à burocracia estatal, especialmente ao Congresso Nacional. A CNBB se reúne dez dias por ano, e trata de tomar as decisões que se fazem necessárias. Depois, cada bispo retorna para suas dioceses e leva adiante sua missão, afinado com as orientações da assembleia. Não estaria aí uma boa sugestão para o Congresso Nacional? Por que não faz como a CNBB? Bastariam alguns períodos intensos de trabalho por ano em Brasília, onde seriam tomadas as decisões já amadurecidas junto ao povo nas bases. A continuidade dos trabalhos poderia ser garantida, como na CNBB, por uma Comissão Central que mantém expediente contínuo em Brasília, e se reúne mensalmente para municiar a continuidade dos trabalhos nas bases. Ainda mais com os recursos que hoje a informática nos oferece, os deputados e senadores poderiam se manter cotidianamente informados, com a vantagem de continuarem próximos à realidade do povo, o que sempre é salutar para quem precisa lidar com as esferas da burocracia.Mesmo que não o diga explicitamente, a CNBB reunida em Brasília está clamando por uma radical e profunda reforma nas estruturas políticas, a começar por mudanças substanciais na organização do Congresso Nacional. Para que ele deixe de desperdiçar tantos recursos a serviço de sua inoperância escandalosa.
Fonte: Diocese de Jales

CONGRESSO EUCARÍSTICO

O evento inicia no dia 13 de maio, às 19hs com a Santa Missa de Abertura e encerra no dia 16 de maio com a Missa de Encerramento, que se iniciará às 09h30 da manhã. Ambas as missas serão realizadas na Esplanada dos Ministérios. Estão previstos para os quatro dias de festas: adoração ao Santíssimo Sacramento, celebrações eucarísticas, reflexões, exposições, vigília, palestras e evangelização. O ponto central dos eventos será a Esplanada dos Ministérios, mas a programação envolverá outros locais: Ginásio Nilson Nelson, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Complexo Cultural do Museu Nacional da República e a Paróquia Nossa Senhora do Lago.

Da Diocese de Jales participarão 10 pessoas:
PE. EDUARDO LIMA
PE. EDVAGNER
PE. GIULIANO
PE. MARCIO LUIZ
PE. MÁRIO
PE. MAXIMIANO
PE. PEDRO
PE. SEBASTIÃO
SEM. RODOLFO
SEM. JUNIOR

A GRAÇA DE SER SÓ





Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar. Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família. Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do "pode ou não pode".
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em "propriedade privada". Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo de mais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

Fonte: Canção Nova

Vocação Presbiteral

O carisma da Vocação Presbiteral Vamos falar aqui do sacerdócio ministerial específico. O Sacerdócio fundamental é comum a todo cristão leigo. Cristo fez do novo povo um reino de Sacerdotes para Deus-Pai (cf. Ap 1,6).Pelo Batismo todos participam da dimensão sacerdotal de Cristo (LG 27).O sacerdócio ministerial pelo poder conferido, forma e rege o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico na pessoa de Cristo e o oferece a Deus em nome de todo o povo (LG 28). O ministério ordenado (carisma próprio do diácono, presbítero e bispo) é uma vocação carismática particular. O Espírito Santo - concede esta vocação a alguém e esta vocação converte-se em função. Um carisma que se converte em ministério. Ratifica-se após a imposição das mãos do bispo. O presbítero é chamado a assumir o ministério hierárquico na Igreja como serviço aos irmãos.style="mso-spacerun: yes"> É convocado a fazer parte do presbitério (clero de uma diocese chefiado por um Epíscopo). A Pastoral Vocacional deve trabalhar incansavelmente pela diocesaneidade de uma Igreja. Uma Igreja diocesana sem clero diocesano não pode existir. Toda Igreja deve ter um corpo presbiteral. Esse ministério surgiu na geração apostólica quando os apóstolos se preocuparam pela continuidade das comunidades. Assim como não poderia existir comunidade primitiva sem apóstolo, da mesma forma não pode existir comunidade cristã sem padre.
Fonte: SAV-PV

Quem é o Padre Diocesano?



O Padre Diocesano é aquele que pertence a uma Igreja particular e nela se incardina, para, em comunhão com o Bispo e o Presbitério, pastorear a porção do povo de Deus, que denominamos Igreja particular ou Diocese. O Padre Diocesano, está a serviço da Diocese animando a vida pastoral das comunidades num espírito de Comunhão fraterna e Caridade Pastoral.